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QUANDO SE BEBE E NÃO SE SABE O QUE SE FAZ

Hoje foi mais um dia normal na minha carreira de alcoólico. Embora não seja uma actividade muito conceituada, ser bêbado é aquilo a que sempre aspirei.

O dia começou bem. O sol estava lindo e durante a noite, tinha tido uns excitantes sonhos com garrafas a entrarem-me por todas as partes do corpo.

Por acaso, sentia uma ligeira impressão no traseiro, e por isso, meti lá a mão. Qual não foi a minha admiração quando senti algo peludo... Puxei e fiquei mais descansado... Afinal era apenas o meu gato, que tinha desaparecido há cinco dias.

Para festejar a descoberta do gato, resolvi beber duas ginginhas e três bagacitos. A seguir vesti umas calças apertadas, e qual não foi o meu espanto, quando as mesmas se rasgaram totalmente atrás. Virei a cabeça e olhei para o rabo. Estranhamente, tinha algo cor-de-rosa a sair-me do rabo... Puxei e fiquei contente por voltar a ver a minha pantera cor-de-rosa gigante de peluche, que tinha desaparecido há um mês...

Para comemorar o achado, resolvi beber um whisky, mas não encontrei a garrafa. Fiquei de tal forma furioso, que com o pontapé que dei na porta, me caíu pelo traseiro abaixo, a aparelhagem que julgava ter sido roubada há cinco meses. Fui ouvir música.

Sentei-me e passado algum tempo, já com o sofá quente, cacarejei. Espantado comigo, levantei-me e olhei para o sofá onde estava sentado, e lá estava a minha garrafa de whisky. E assim, apanhei mais uma bebedeira...

No dia seguinte, o frigorífico, o fogão e a televisão tinham desaparecido...
 
 
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