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ENTREVISTA A MANUEL ESPERMA, MINISTRO DAS FINANÇAS

Amigo pessoal do Presidente Doutor António da Silva Goma, Manuel Esperma é o ministro das Finanças do 1º Governo do arquipélago. Um homem que sabe fazer contas!

 
 

Cabeça De Pescada - Quem é o Dr. Manuel Esperma?
Manuel Esperma- Sou eu!.

CDP - E o ministro das Finanças das Berlengas?
ME - De certa forma, posso dizer que sou eu.

CDP - De certa forma?..
ME - O Doutor António é que é o líder!

CDP - Isso quer dizer que o senhor é apenas o capataz do Governo?..
ME - É uma forma de o dizer. Obedeço a ordens superiores, mas também dou as minhas dicas.

CDP - Supondo que é o ministro das Finanças que vai dirigir as contas do país, quais as principais directivas que recebeu do Presidente?
ME - Primeiro que tudo manter a conta bancária do Doutor António bastante sólida e estável, não esquecendo nunca que ao fazer isso, estou a contribuir para o bem estar de todo o povo, uma vez que o Doutor foi o líder moral da Revolução nas Berlengas.

CDP - Só isso?
ME - De forma alguma. Também faz parte do meu trabalho gerir a conta bancária do Doutor. Decidir quanto dinheiro retiramos de cada ministério para a conta do nosso Presidente. Decidir a mesada dos filhos ... essas coisas importantes. Penso que o povo percebe que precisamos dum Presidente com poder.

CDP - Não existem planos financeiros para dirigir as Berlengas?
ME - Claro que existem, até porque o Presidente é o símbolo das Berlengas. É claro que vamos investir em negócios e essas coisas do género que os outros países fazem.

CDP - O quê?
ME - Primeiro vamos criar algumas empresas úteis para o país. As que derem lucro privatizamo-las logo de seguida.

CDP - Calculo que o accionista principal de cada uma dessas empresas, vá ser o Doutor António...
ME - Não só. A sua senhora e os seus dois filhos também vão comprar alguma coisa.

CDP - Com que dinheiro?
ME - Com o dinheiro da conta bancária do Presidente e outros meios que irei estudar.

CDP - E quanto às empresas que não derem lucro?
ME - Ficam para o Estado e serão suportadas pelos contribuintes. Certas empresas devem estar nas mãos do Estado, mas só aquelas que dão prejuízo, de forma a podermos cobrar mais impostos. Os maus resultados dessas empresas, serão atribuídos aos trabalhadores, por falta de motivação. Como é claro vamos prender uns quantos, para demonstrarmos a eficiência do sistema.

CDP - Impostos. Quais os planos fiscais para o povo das Berlengas?
ME - Pagar. Bastante. Vamos criar vários impostos necessários para um país que está a nascer. Para crescermos, precisamos de rendimentos. Vamos cobrar 80% de impostos a todos os trabalhadores. Todos os empresários, no entanto, ficarão livres desses encargos para que o país evolua.

CDP - E quais são os primeiros investimentos a fazer?
ME - Para já, vamos enviar um emissário à Colômbia para investirmos na agricultura. A agricultura colombiana dá bastante dinheiro. Nós vamos seguir o exemplo.

CDP - Quanto é 2+2?
ME - Três! Há que fazer uns descontos...

CDP - Para a conta bancária...
ME - Sim...

CDP - Não teme que o povo se revolte?
ME - Desde que haja Peixebol, o povo não se revolta.

CDP - O povo também se pode cansar de Peixebol... Era preciso que todas as equipas ganhassem!
ME - Vamos organizar o Mundial de Peixebol em 2003. Além disso, vamos fazer grandes investimentos nas Berlengas. Para o bem do povo.

CDP - Que investimentos?
ME - Vamos construir auto-estradas, dois ou três peixódromos e pensamos também, organizar o Festival Mundial do Carapau, um evento que dará grande protagonismo ao país.

CDP - Com todas estas informações que forneceu, calculo que reduzir inflação e dar um melhor nível de vida aos berlenguenses, não são prioridades.
ME - O poder de compra não vai diminuir este ano, porque este é o primeiro ano da nação. Por isso não há valores indicadores. De qualquer das formas, nos anos seguintes, pensamos cobrar menos impostos e dar algumas migalhas ao povo. Dessa forma, a inflação descerá, e o povo compreenderá que o Doutor António trabalha para o povo!
 
  Esta página foi visionada pelo Gabinete de Leituras Aconselhadas (GLA), presidida pelo ilustre Presidente das Berlengas, Doutor António da Silva Goma, benfeitor do país e da humanidade.
 
 
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