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ENTREVISTA A LEOPOLDO GOMA

Leopoldo da Silva Goma, filho do Presdente das Berlengas, é um homem extremamente activo. Entrevistado pelo Cabeça de Pescada, deu a conhecer alguns aspectos da sua agitada vida social.

 
 

A maioria das pessoas tem por ano, à volta de um mês de férias. Os outros meses são passados a trabalhar e a sonhar com as férias. Ou simplesmente a sonhar com uns dias sem trabalhar. Leopoldo Goma faz exactamente o contrário. "Trabalha" cerca de um mês por ano e goza os outros onze.

"Durante um mês por ano, faço férias das minhas férias, para não me cansar de as gozar." É assim a vida de Leopoldo da Silva Goma, filho de António da Silva Goma, que antes de se tornar Presidente das Berlengas, fez fortuna em África nas décadas de 50 e 60. "O meu pai é um homem com muito jeito para os negócios, e apesar do dizerem que a fortuna dele tem origens pouco claras, posso confirmar que lá nunca nevava". Como o pai conseguiu a fortuna, é algo que não interessa muito ao 4º filho dos Goma. "Nunca lhe fiz muitas perguntas", afirma olhando para todos os lados.

Hoje Leopoldo goza a fortuna do pai, levando uma vida descansada a viajar pelo mundo. "Penso que é para isto que o meu pai tem trabalhado a vida toda. Sempre me disse, que eu sou o que ele mais gosta na vida". Por isso Leopoldo vai gastando o dinheiro que o pai lhe envia todos os meses. "Não gosto de trabalhar e a melhor forma de utilizar o dinheiro que o meu pai me dá, é gastando-o no meu bem-estar." O viajante tem razões para isso, pois recorda que "o meu pai sempre me disse que trabalhava para eu ter uma vida feliz".

Leopoldo Goma não tem casa, mas "um armazém onde guardo todas as minhas lembranças." Um dia, em vez de tirar um mês de trabalho, pensa tirar dois, "para organizar o meu museu". Como passa a vida a viajar, vive em hóteis, pois "assim não tenho quaisquer preocupações com limpezas, almoços ou jantares".

Diz que a profissão que tem é ser turista e que se sente realizado. "Cheguei a fazer testes que confirmaram a minha vocação. Sou feliz com a minha actividade profissional".

No entanto, fazer as mesmas coisas durante o ano inteiro também o cansa, embora viaje sempre por locais diferentes. "Com aquilo que tenho, podia ter alguém a gerir o meu dinheiro e a decidir os meus destinos de viagem, mas para mim é mais divertido ser eu a fazer isso. Por essa razão, tiro umas semanas por ano, para colocar tudo em ordem e planear as minhas viagens seguintes".

Durante as viagens surgem sempre alguns problemas com hóteis, transportes e restaurantes, e Leopoldo sabe que tem que ser ele a evitar e a remediar essas questões. Além disso, "um turista muda de vontades de vez em quando, e não estava certo que fosse outra pessoa a decidir o que quero fazer. Sou eu que pago para viajar. Não me pagam para isso. Por isso decido tudo. Sinto-me responsável".

As amizades que criou durante as suas viagens turísticas, já lhe trouxeram alguns trabalhos extras. Alguns países consultam-no frequentemente para decidirem sobre os locais mais indicados. "Sou um homem com muita experiência e conhecimento sobre os hóteis do mundo inteiro".

Quando se cansar de passear, Leopoldo Goma, pensa em escrever um livro sobre hóteis e restaurantes. "O Guia Michelin vai cair em descrédito total", afirma. "Se me fartar das minhas passeatas, já tenho planos para o meu futuro. Tirar a 4ª classe é uma prioridade". Leopoldo reconhece que a escola é um bem necessário, porque apesar de saber falar algumas línguas, "infelizmente não escrevo lá muito bem, e para fazer o meu livro tenho que saber escrever algumas palavras". É com esse esforço que Leopoldo, sonha um dia, "depois de escrever vários guias turísticos, ganhar o Prémio Nobel da Literatura".
 
  Esta página foi visionada pelo Gabinete de Leituras Aconselhadas (GLA), presidida pelo ilustre Presidente das Berlengas, Doutor António da Silva Goma, benfeitor do país e da humanidade.
 
 
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