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HISTÓRIA DAS BERLENGAS

Conheça os passos históricos da conquista da independência das Berlengas. Dr. Escalopes de Sá, Comandante das operações da invasão pelo lado sul da ilha da Berlenga, relata na 1ª pessoa os passos mais importantes da conquista e independência das Berlengas.

 
 

Custou, mas o sonho de alguns homens destemidos e determinados foi alcançado.

Na manhã do golpe, antes de ir para os balões de ar quente do Engº. Silvano, a minha querida esposa, sabendo da árdua tarefa que me esperava, preparou um delicioso repasto constituído por deliciosas sandes de presunto, quatro apetitosas fatias de bolo inglês, seis belas empadinhas de carne de porco e um retemperador sumo de uva do Douro.

Na véspera, uma bela feijoada, já me tinha dado os gases necessários para aumentar a velocidade do balão. Não é escusado referir, que quando entrei no balão, sentia fortes dores de barriga, mas foram os custos necessários para o sucesso da operação.

Ainda antes de subir para o balão, a solidariedade de Túlio Bastião foi logo demonstrada. O nosso líder deu-me um garrafão de vinho e disse-me: -" Toma Sá. Um garrafão de vinho tinto da minha adega. Reparte com os teus homens. Aproveita o espírito natalício que se aproxima!" Depois destas belas palavras, desfez-se em lágrimas e abraçou-me. Com estas sábias palavras e com este gesto magnífico, Bastião levantou a minha moral e a dos meus homens.

Até chegarmos ao Palácio Real das Berlengas, não voltaria a ver este grande homem, que se dirigiu para a traineira do Dr. Alvino, que o havia de desembarcar no lado norte da ilha da Berlenga.

Entretanto, o Dr. Luís Submarinho já se encontrava na traineira com os seus homens-sapo. Seriam estes os heróis que haviam de abrir o terreno às tropas de Túlio Bastião. Foram eles que neutralizaram os guardas da ilha, bem como o caseiro e a mulher.

Quando os balões aterraram na ilha, o Engª Silvano ofereceu-me uma deliciosa sandes de chouriço, preparada pela sua digníssima esposa. Ao dar-me a sandes, disse-me: -"Eu fico nos balões. A minha senhora engraxou-me as botas e eu não as quero sujar." Compreendi a sua decisão e ordenei às minhas tropas para avançarem pelo lado sul da ilha. Para o entreter, os homens deixaram-lhe cinco revistas masculinas e um rolo de papel higiénico, julgo eu, para se assoar. O homem já partira constipado da costa.

 
 
 
 

Na imagem da esquerda, a escalada da ilha. À direita, os festejos pela conquista do arquipélago.

 

No lado norte da ilha, Túlio Bastião e os seus homens já tinham desembarcado, e davam início à difícil escalada pela encosta da ilha.

Quanto a nós, não foi muito difícil penetrar na densa selva da Berlenga. Ficámos foi, espantados, por praticamente não termos encontrado oposição. O único problema com que nos deparámos até ao Palácio Real, foram quatro ou cinco pássaros que nos sujaram as cabeças. Como é claro ripostámos a este bárbaro ataque e fizemos as únicas vítimas desta revolução. Foi um momento triste. O soldado Pardalito ficou inconsolável. É que o pobre rapaz, nem uma fatia de fiambre é capaz de comer!

Mas a nossa missão tinha que ser levada até ao fim e continuámos a andar em direcção ao Forte.

No outro lado da ilha, passada a tormenta da escalada, Túlio Bastião avançava sem qualquer oposição.

Uma hora depois do desembarque, as minhas tropas encontraram finalmente as de Túlio Bastião. Infelizmente, foi um encontro conturbado. Por momentos viveu-se um momento de grande tensão, devido a um dos meus homens ter perdido os óculos. O desgraçado, que se encontra actualmente a cumprir uma pena de prisão perpétua por atentado à nação, julgou que Túlio Bastião era um espião.

O passo seguinte, foi conquistar o farol e o Forte das Berlengas, que foram tomados de forma pacífica. E as Berlengas estavam conquistadas!

Não posso deixar de referir a euforia com que os habitantes da ilha nos receberam. Todas as gaivotas e pássaros da ilha, festejaram a nossa conquista com gritos estridentes, que todos nós apreciámos.

Mal tivemos a certeza que as Berlengas estavam conquistadas, enviámos um pombo-correio para o Doutor António da Silva Goma, o mentor e estratega da conquista. Informado que poderia seguir para as Berlengas e tornar-se Presidente, o Doutor Goma mandou o Campeão Columbófilo, Raúl Super-Pombo, entregar uma mensagem ao Governo de Lisboa, informando-o da conquista e independência das Berlengas.

Já nas Berlengas, o Doutor António da Silva Goma, informou-me que eu era o novo ministro da Defesa. A felicidade foi tanta, que imediatamente telefonei ao meu pai e disse-lhe: - Pai, sou ministro!

O Doutor António da Silva Goma é o Presidente das Berlengas e assumiu algumas pastas ministeriais. Túlio Bastião, devido aos seus dotes de líder, é o 1º ministro. O Dr. Esperma assumiu a pasta das Finanças, José Boi a pasta da Agricultura, António Carapau é o ministro do Mar e Pescas, José Vígaro é o ministro das Obras Públicas, Armindo Tonto assumiu a pasta da Administração Interna e o filho do Doutor Goma, António da Silva Goma Júnior, é o ministro do Desporto e Juventude. O Engº Silvano e o Dr. Luís Submarino são consultores do Presidente.


Dr. Escalopes de Sá - Ministro da Defesa das Berlengas

 
  Esta página foi visionada pelo Gabinete de Leituras Aconselhadas (GLA), presidida pelo ilustre Presidente das Berlengas, Doutor António da Silva Goma, benfeitor do país e da humanidade.
 
 
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